Preso

Por: São Carlos Cidade das Águas

set 04 2012

Categoria: Referência Bibliográfica

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Abertura:f/3.1
Comprimento Focal:5.8mm
ISO:64
Disparador:1/200 seg
Câmera:X500,D590Z,C470Z

Foto: L.Pavesi (setembro 2012)

Leitura recomendada:

“Impactos ambientais provocados pela ocupação antrópica de fundos de vale”
Lia Martucci De Amorim
Texto integral disponível em: http://www.bvsde.paho.org/bvsAIDIS/PuertoRico29/martucci.pdf

Neste trabalho foram desenvolvidos doze critérios norteadores para o planejamento da ocupação do solo de fundos de vale urbanos:

I – Valorizar a ocupação de fundos de vale com funções compatíveis com possíveis inundações, tais como:
• Áreas verdes e áreas de lazer para a população: bosques, jardins, hortos, parques, praças, áreas esportivas, ciclovias, etc.
• Áreas para eventos itinerantes (de maneira a utilizar a área apenas na época da seca): feiras, circos,
exposições.
• Áreas para hortifruticultura (tomando-se as devidas precauções sanitárias).
• Áreas para retenção de água: lagos, represas, reservatórios (“piscinões”).
II – Evitar ao máximo a impermeabilização dessas áreas, de modo a favorecer a infiltração, se necessário fazer a utilização de pavimentos permeáveis.
III – Valorizar a manutenção da mata ciliar nas áreas verdes. No caso de recuperação de áreas degradadas, valorizar a introdução de espécies nativas.
IV – Buscar a interconectividade das áreas verdes, favorecendo a manutenção da biodiversidade, na medida em que facilita o fluxo de espécies entre os fragmentos de vegetação criando corredores ecológicos.
V – Garantir a qualidade da água do curso d’água, certificando-se de que é compatível com o tipo de ocupação pretendida para o fundo de vale.
VI – Reconhecer que o ciclo hidrológico deve ser incorporado à forma como são ocupados os fundos de vale e a cidade como um todo.
VII – Evitar alterações drásticas da topografia no fundo de vale e a modificação dos cursos d’água (retificação, canalização, tamponamento, construção de diques, obstruções, estrangulamentos).
VIII – No caso de situações onde haja a necessidade imprescindível de ocupações com impermeabilização implícita, respeitar os afastamentos mínimos do leito do curso d’água, definidos pelo Código Florestal ou por legislação competente.
IX – Reconhecer que o planejamento das áreas de fundo de vale deve estar aliado ao planejamento de toda a bacia hidrográfica na qual este está inserido.
X – Cuidar para que os tipos de ocupação, do fundo de vale até as áreas mais urbanizadas, se sucedam de forma gradual quanto à porcentagem de permeabilidade do solo. Ou seja, quanto mais próximos do fundo de vale, os loteamentos devem possuir maiores taxas de permeabilidade do solo.
XI – Estimular, a partir da definição de usos, a volta da convivência da população urbana com os fundos de vale e cursos d’água, reconhecendo que a educação ambiental está intimamente relacionada com a identificação e valorização desses espaços pela população;
XII – Buscar, através dessa valorização dos fundos de vale, a melhoria da qualidade estética e paisagística das áreas urbanas.

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